Justiça sem Fronteiras

Um movimento de luta pela Paz Mundial, a defesa dos Direitos Humanos e a proteção do Meio Ambiente.

sábado, 11 de abril de 2026

Seminário sobre órgãos de Inteligência com líderes da esquerda cria marco divisor entre  SNI e ABIN

Paula Schenberg e Jonathas Bueno

Mídia Sem Fronteiras e AGNOT3M – 110426 – PE/JB: Promovido pelo INTELIS, sindicato dos servidores da ABIN, ex-SNI e com o apoio da UNIPOP,  Universidade Popular, o Seminário Estratégico de Inteligência de Estado na Democracia realizado para avaliar o histórico dos serviços de inteligência e propor alternativas para uma atividade de inteligência voltada sua atuação para o Estado Democrático de Direito começou a ter resultados práticos e positivos. Assim foram os comentários nas redes sociais com elogios a ação dos servidores da ABIN que dirigem a associação em sua grande maioria, e algumas criticas de militantes da extrema direita como era de se esperar, principalmente militares da reserva conforme se ver nas redes sociais.

As principais criticas se deram não a ação da entidade que promoveu o evento nem ao conteúdo discutido, mas aos quatro palestrantes convidados que proferiram as palestras que foram os ex-ministros José Dirceu e Ricardo Berzoini, o ex-deputado José Genuíno e o ex-vereador e ex-Secretário de Estado Acilino Ribeiro. Os quatro são conhecidos líderes e dirigentes históricos da esquerda brasileira, sendo Acilino Ribeiro secretário nacional do PSB enquanto Dirceu, Genuíno e Berzoini são ex-presidentes nacionais do PT respevtivamente.

Nas referidas palestras o ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu defendeu uma nova política de inteligência voltada para a defesa e a segurança nacional, democratizada e com orçamento condizente com as necessidades e demandas do órgão, além de defender uma nova doutrina de inteligência e defesa com a mudança do currículo e ementas das disciplinas das respectivas áreas, militar e civil de Inteligência. José Genuíno defendeu uma nova ABIN que não busque inimigos internos, pois considera isso uma herança maldita do passado militar do Brasil durante a ditadura e cobrou uma participação maior da sociedade e transparência nas ações, embora preservando seu caráter secreto, mas com total controle externo, e lembrou dos avanços como a questão do concurso público que precisa ser aperfeiçoado. Ele também pediu que o governo brasileiro denuncie o acordo militar que cedeu a base de Alcantara no Maranhão aos EUA e que a ABIN colabore mostrando relatório que justifiquem essa ação. Ricardo Berzoini lembrou as ações do ex-SNI durante a redemocratização quando foi presidente do sindicato dos bancários do Estado de São Paulo e o envolvimento de empresários no financiamento de ações dos órgão de repressão durante a ditadura. Acilino Ribeiro também fez duras criticas as ações do antigo SNI que o vigiou por muitos anos e sugeriu dentro outros pontos ações acadêmicas como a criação da disciplina de Inteligência e Contrainteligência nos cursos universitários de Ciência Política, Relações Internacionais, História e outros, além de cursos de Pós Graduação na área para a formação de quadros nessa área; rompimento total dos acordos de cooperação entre a ABIN e a CIA e também com o MOSSAD a quem acusou de estarem agindo no congresso nacional para asfixiar a ABIN através do orçamento da ABIN que  é de apenas a 93 milhões anual o que equivale a 7,5 aproximadamente por mês. E pediu que parlamentares de esquerda participem da CCAI, Comissão Mista de Controle de  Atividades de Inteligência do Congresso Nacional e uma maior aproximação entre os serviços de Inteligência do Brasil e os países dos BRICS.

PERFIS:

Os quatro palestrantes marcaram seus nomes na história política brasileira por suas ações contra o Regime Militar que governou o Brasil de 1964 a 1985. Três deles, Dirceu, Genuíno e Acilino foram guerrilheiros que pegaram em armas para enfrentar a ditadura, enquanto Berzoini liderou grandes greves, passeatas e manifestações no final do regime e foi um dos maiores líderes sindicais do país. Todos foram perseguidos e presos. Nos arquivos do ex-SNI, DOPS, CENIMAR (Marinha), CIE, (Exercito) e CISA, (Aeronáutica) liberados através de Habeas Datas e da LAI, apesar de não apresentarem provas, os órgãos de repressão da época afirmam que José Dirceu foi treinado pelo Serviço Secreto cubano em guerrilha e espionagem tendo inclusive feito plástica para mudar a fisionomia do rosto e vivido clandestinamente no Brasil durante vários anos como um dos mais “perigosos agentes da luta armada e do comunismo internacional” e militado no MOLIPO – Movimento de Libertação Popular e no COLINA, Comando de Libertação nacional; José Genuíno, segundo os arquivos do ex-SNI e demais órgão de repressão foi preso no Araguaia por ser um dos comandantes da guerrilha e teria sido treinado pelos órgãos de inteligência da China e da Albânia, e seria um dos homens da área estratégica da guerrilha desenvolvida pelo PCdoB na região norte do Brasil para fazer a revolução. Acilino Ribeiro, conforme arquivos dos órgão de repressão do regime militar era “um perigoso elemento do terrorismo internacional”, treinado pelos serviços secretos da Libia e pela FPLP – Frente Popular de Libertação da Palestina - da qual, segundo os arquivos do ex-SNI teria sido um dos agentes internacionais, além de ter atuado clandestinamente por anos com o KGB soviético e a STASI da Alemanha comunista Foi segurança do coronel Muammar Kadafy, da Libia, e ex-chefe da Contrainteligência da Internacional Revolucionária com sede no Oriente Médio que congregava diversos movimentos guerrilheiros do mundo. No Brasil Acilino atuou no PCB – Partido Comunista Brasileiro e posteriormente foi para o MR8 – Movimento Revolucionário 8 de Outubro. Já Ricardo Berzoini apesar de não constar nos arquivos da repressão como guerrilheiro e atuante na luta armada foi vigiado e perseguido por ser um dos maiores líderes sindicais do país e liderados as principais greves e jornadas de luta que culminaram com o fim do regime militar. Todos foram anistiados e voltaram a atuar legalmente e de forma institucional. Berzoini inclusive foi o Chefe da ABIN quando o órgão era subordinado a ele quando ministro do governo Dilma Rousseff. Os dossiês da repressão politica militar sobre os quatro chama atenção por terem atuados, Dirceu, Genuino e Acilino, clandestinamente na área de Inteligência da guerrilha e Berzoini por ter exercido poder sobre a ABIN a nível institucional.

Os quatro conferencistas, Dirceu, Genuino, Berzoini e Acilino, em pesquisas academicas recente, mais os ex-guerrilheiros Carlos Fico, João Quartin de Moraes, Daniel Aarão Reis Filho e Aluizio Palmar que tambem podem vir a ser convidados para eventos dessa nastureza, dentre alguns outros militantes históricos da esquerda armada no Brasil durante os anos de chumbo, são considerados os melhores quadros da esquerda na área de Inteligência no país. Todos tem livros e/ou artigos publicados sobre o tema que agora são lidos pela nova geração da ABIN que passou nos concuros da Agência Brasileira de Inteligência a partir da redemocratização e com o fóruns e a realização de seminários buscam divulgar essa vasta bibliografia desses autores sobre o tema que até bem pouco tempo era restrita a circulos militares e da comunidades de segurança.

FUTURO DA INTELIGÊNCIA

Para os servidores da ABIN, congregados pelo INTELIS, que não se manifestaram para imprensa, mas segundo participantes do evento, declararam-se satisfeito com os resultados e que "só pela realização do evento já quebraram paradigmas e avançaram num projeto de democratização da atividade, assim como começa a se construir um processo de democratização do órgão e da atividade em sí".

Comentários nas redes sociais de esquerda e declarações de professores e alunos da UnB e da PUC DF já existem grupos que desejam articular-se com o INTELIS e a UNIPOP para a realização de seminários semelhantes nas respectivas universidades sobre o mesmo tema abordado.

Segundo informações colhidas ao termino do Seminário este ano ainda se realizarão mais dois fóruns que o INTELIS e a UNIPOP desejam realizar sobre o assunto, um nas universidades para professores e estudantes e outro com os movimentos sociais e sindicais com os respectivos militantess e organizações populares. A diretoria do INTELIS anunciou durante o seminário a realização de outros eventos semelhantes em parceria com a sociedade civil, buscando democratizar a atividade e o órgão.  

Mídia Sem Fronteiras e AGNOT3M – 110426 – PE/JB:




quinta-feira, 2 de abril de 2026

 

Anistiado por luta contra a ditadura Acilino Ribeiro será tema de filme documentário e retornará ao Piauí, a outros estados onde viveu clandestinamente e a vários países  fugindo do regime militar.

Por TAMARA KRUGUER e AMIRA DÁVILA

AGNOT – INTERPRESS: 31.03.26 – TK / AD: - Acilino Ribeiro foi oficialmente comunicado pelo ministério dos Direitos Humanos e Cidadania que a Comissão de Anistia do governo federal deu provimento e aprovou sua Anistia Política através da portaria 2026 em 02 de dezembro passado, com base na Lei de Anistia aprovada em 1979. A lei, articulada pelo piauiense então presidente do Senado, senador Petrônio Portela e assinada pelo presidente João Figueiredo trouxe de volta do exilio milhares de exilados, libertou centenas de presos políticos de então e anistiou outros tantos guerrilheiros que pegaram em armas para enfrentar a ditadura militar, entre eles Acilino Ribeiro, na época enquadrado na Lei de Segurança Nacional – a famigerada LSN.

 
Sua longa trajetória política de mais de meio século de luta, de 20 anos contra a ditadura no Brasil e outras lutas, tanto no Brasil durante os anos 60, 70 e a década de 1980 e 90, como no exterior em países onde viveu e lutou, estudou e treinou para ser um combatente guerrilheiro, como Líbia, Rússia (na antiga União Soviética) Cuba, El Salvador, Nicarágua, Argélia, Burkina Faso, China, Iugoslávia, Alemanha Oriental, Angola, Moçambique e outros para denunciar o Regime Militar em palestras como na França, Itália, Áustria, Suíça, Holanda, Portugal e Espanha serão revisitados agora como palco de um filme documentário que está sendo preparado contando sua história. O projeto é de uma ONG europeia que busca apoio financeiro de governos e outras instituições de alguns países onde Acilino é conhecido e ainda mantem contatos com ex-companheiros de luta.

Acilino Ribeiro é um ex-guerrilheiro que entrou para a juventude do Partido Comunista Brasileiro / PCB, em 1968, com apenas 15 anos de idade e aos 16 anos foi preso e processado pelo Regime Militar que o enquadrou nos Decretos Leis 228 e 477, e a partir de 1969 ficou proibido de estudar por vários anos. Foi libertado da prisão pela mãe, Maria do Socorro Ribeiro e o pai Francisco Almeida que descobriram seu paradeiro e invadiram a prisão na cidade de Alexânia, interior de Goiás, onde seria assassinado e o corpo desaparecido, e considerada uma região de desova de opositores ao regime militar na época. Neste mesmo período, por volta de 1970, quando Acilino já vivia clandestino no Piauí, fugido de Goiás, a ditadura prendeu e assassinou um outro líder estudantil secundarista em Goiânia, Marco Antônio Dias, de apenas 14 anos de idade e que pertencia a mesma organização de Acilino, a FRE – Frente Revolucionária Estudantil.


  

 Durante quase todo ano de 1969 viveu clandestino em Brasília (abril a dezembro) até fugir para o Piauí em fevereiro de 1970 e permaneceu escondido na fazenda do avô, Doca Ribeiro, em Piracuruca então prefeito municipal,  até o início de 1971 quando voltou clandestinamente a Brasília e  permaneceu escondido, mas agora como membro do MR8, o Movimento Revolucionário 8 de Outubro que fez diversas ações revolucionárias contra o governo militar, entre expropriações financeiras (assalto a bancos) para compra de armas e sustentação da luta e sequestros de diplomatas para libertar companheiros e companheiras presas.



  Nesse período de 1972 a 1975 Acilino participa de várias ações guerrilheiras integrando a chamada Frente Reservada do MR8, que era o serviço secreto e de inteligência dos movimentos revolucionários, inclusive infiltrando-se nas forças armadas, quando por orientação da guerrilha vai servir o Exército como voluntário e posteriormente consegue se infiltrar no Hospital das Forças Armadas, HFA, a partir de 1973, depois de 01 ano de serviço como soldado e ordenança do Ministro Chefe do Estado Maior das Forças Armadas - EMFA, por indicação de um militar simpatizante do MR8 e lá no HFA, subordinado ao EMFA, obtendo informações valiosas para a guerrilha onde depois é descoberto, preso, demitido e novamente processado. A partir de dezembro 1974 diplomatas e provavelmente membros do serviço secreto chinês no Brasil em busca de informações sobre mortos e desaparecidos políticos que tinham vivido e sido treinados na China e na Coreia do Norte o ajudam e em 1977 após ser preso pelas ações contra as FFAA por crimes contra a segurança nacional como espionagem e sabotagem ele consegue escapar, e com a abertura política e o regime perdendo forças as pressões se atenuam.

Neste período de perseguições, processos e prisões a família teve que vender todos os bens para pagar despesas com viagens e advogados para liberta-lo até que pai, bacharel em Filosofia e História resolve no final dos anos de 1970 estudar e se formar em Direito para ajudar o filho que nunca abandonou a luta. Mas Acilino também sempre teve o apoio do PCB e demais organizações de esquerda que o ajudam através de vários advogados amigos e companheiros de luta no decorrer desse tempo, entre eles os ex-deputados Marcel0 Cerqueira e Alencar Furtado, ambos cassados e também perseguidos políticos do regime, assim como também foram seus advogados Sigmaringa Seixas (pai) e Sigmaringa Filho, além do pai já formado a partir do final dos anos de 1976.

No início de 1975 Acilino vai a Líbia, quando então passa a trabalhar com o coronel Muammar Khadafy, e consegue algum apoio para o MR8 e em 1977 vai a Argélia onde conhece Arraes. Também em 1977 vai a Moscou, na então União Soviética. Nesses três países estuda geopolítica, sabotagem, técnicas de infiltração e disfarce, uso e fabricação de armas, espionagem e artes marciais, faz treinamento militar, de estado maior e de guerrilha urbana e rural, e sempre sai e entra clandestinamente no Brasil com a ajuda dos palestinos com quem mantem relações desde 1975 quando era estudante de Economia na Faculdade Católica de Brasília e amplia a luta contra a ditadura que começa a perder força. Em 1978 a campanha pela Anistia toma corpo e em agosto de 1979 é aprovado a Lei da Anistia que beneficia milhares de brasileiros presos, processados, exilados e torturados.

    

 Proibido de estudar na UnB em 1974 onde é aprovado no vestibular para Relações Internacionais é novamente detido quando lhe é negado o “Atestado de Bons Antecedentes Ideológico”, documento exigido na época para estudar em escolas públicas. Acilino foi considerado “nocivo a Segurança Nacional” e “terrorista procurado”.

                                  No ano de 1979 Acilino se forma em Direito pela Universidade do Distrito Federal – UDF, e no ano seguinte em fevereiro de 1980, já de volta ao PCB, rompe com o partidão e volta para o Piauí, depois de articulações com o então líder sindical Lula Inácio Lula da Silva e funda o PT – Partido dos Trabalhadores no Estado, onde começa as articulações naquele ano para a construção do partido.

Após ajudar a fundar o PT volta ao PCB em 1982 e nas eleições de novembro daquele ano se elege vereador de Teresina pelo MDB (o PCB continuava na ilegalidade) após ter feito um trabalho de base como advogado de vários sindicatos de trabalhadores, associações de moradores, mulheres, estudantes, camelôs, mendigos e protitutas. De fevereiro de 1980 a fevereiro 2007, quando retorna em definitivo a Brasília e nesse período viajando sempre a Líbia, organizou e liderou em Teresina e no interior do estado centenas de manifestações populares, greves, passeatas, ocupações de terra, jornadas de lutas, saques de supermercados, e invasões do Palácio de Karnak, da Assembleia Legislativa e da Prefeitura de Teresina. Financiou diversas lutas e foi acusado de receber dinheiro da Líbia e do coronel Khadafy e ser o Tesoureiro da Revolução. Foi considerado o maior líder de massa do Piauí naqueles anos e também o mais radical dirigente da esquerda no Estado. Era o inimigo público número 1 dos governos da oligarquia que governavam o Estado na época. A Direita sempre o odiou e a esquerda o admirava. Um importante jornalista piauiense amigo dele, Pires de Saboia,  cunhou uma frase sobre ele que permanece viva até os dias de hoje, de que “Acilino quando está falando está agitando, quando está calado está conspirando”, dentre outros apelidos que ganhou em sua trajetória. Um dos que mais o acompanhou nestes anos foi quando ainda jovem ficou conhecido como “a formiguinha vermelha”, por fustigar greves, passeatas e bombardear o governo com todo tipo de manifestação desde a luta armada até a luta de massa. Quando eleito vereador e passou por vários cargos públicos e era o principal líder na esquerda no Piauí seus adversários o chamavam de “a serpente vermelha”, por ser astucioso, habilidoso e fatal. Mas também teve adversários dentro da Marxista-Leninista um Stalinista-Maoísta-Guevarista, disciplinado e dócil, mas duro e radical defensor do “centralismo democrático”.

Posteriormente reassumiu a direção do PCB no Piauí, quando de sua legalização em 1985, que depois se transformou em PPS. Foi Secretário Municipal de Interior e Assuntos Comunitários da gestão de Wall Ferraz na Prefeitura de Teresina, Secretário da Defesa Civil na gestão de Heráclito Fortes na capital, Superintendente do INCRA sob a presidência de Itamar Franco e Secretário de Reforma Agrária no Estado exercendo a presidência do Instituto de Terras do Piauí – INTERPI – nos dois governos de Mão Santa e seu Secretário de Reforma Agrária.

                                   

Acilino Ribeiro também foi vereador por seis anos na capital teresinense no primeiro mandato, de 83 a 88 depois pelo PCB de 90 a 92. Foi candidato a Prefeito de Teresina, a senador de República em 1998 e a governador em 2002. Em fevereiro de 2007 mudou-se definitivamente para Brasília onde iniciou uma carreira acadêmica como professor universitário e hoje é Reitor da UNIPOP – Universidade Popular, Secretário Nacional do PSB e Coordenador Geral do MPS – Movimentos Populares e Sociais do PSB, um segmento considerado a vanguarda popular e revolucionária do Partido Socialista Brasileiro com grande inserção na sociedade civil e ideologicamente o grupo mais à esquerda no partido.

Em entrevista recente a mídia declarou: “dedico minha anistia a todos os companheiros e companheiras de luta que tombaram no meio do caminho, como meu Comandante Chefe Capitão Carlos Lamarca e meu comandante imediato Ricardo Zarattini, ambos do MR8; aos comandantes guerrilheiros Carlos Marighela e Carlos Eugênio Paz, o  Clemente, da ALN; ao Oswaldão e a Lúcia Petit do PCdoB e aos guerrilheiros do Araguaia; a Luís Carlos Prestes e todos os camaradas do PCB, aos camaradas da VPR, da VAR-Palmares, do COLINA, do MOLIPO, da POLOP,  e de todas as organizações que lutaram numa época em que a morte era o preço da coragem, assim como a todos e todas que sobreviveram e venceram a morte a que estávamos destinados como as companheiras Dilma Rousseff, Inês Ettiénne, Moema Santiago, a José Dirceu, Vladimir Palmeira e Frei Beto, que hoje continuam a luta e outras e outros, mas especialmente a minha mãe, Dona Socorro e a meu pai, Seu Almeida, que participaram ativamente da luta me ensinando sobre política, me apoiando e me protegendo por todos aqueles anos luta, sonhos e chumbo”.  (OBS: neste momento, durante a entrevista Acilino para por instantes e chora por alguns minutos ao relembrar da luta e dos companheiros e companheiras mortos.)

Hoje aos 72 anos de idade, aposentado, vive em Brasília. Disse que viajará a Teresina em 2026 e voltará a Piracuruca para reencontrar alguns amigos de mais de 50 anos atrás quando ficou clandestino por quase dois anos fugindo da ditadura e escondeu-se na cidade e as vezes em Teresina além de outros estados do Nordeste e em Goiás. Abraçar o tio, Raimundo Magalhães que o protegia também e lhe escondeu várias vezes no Piauí.

 E finalizou suas declarações afirmando ser contra a anistia aos golpistas do 08 de janeiro porque existe uma grande diferença entre a anistia dele e a dos bolsonaristas: “eu lutei contra uma ditadura para derrubá-la e implantar a democracia, e eles tentaram derrubar a democracia a qual ajudei a construir e implantar uma ditadura; portanto, sem anistia”, finalizou.     AGNOT – INTERPRESS: 31.03.26 – TK / AD.


Histórico Fotográfico de ACILINO RIBEIRO

file:///C:/Users/User/Desktop/ACILINO%20e%20MPS/Materia%20anistia%20acilino.pdf 


                          




quinta-feira, 6 de novembro de 2025

 

UNIPOP diploma 120 líderes comunitários no DF e abre mais três turmas com mais 120 vagas para Agroecologia, Agente Cultural, Empreendedorismo Social e Economia Criativa.


Por Kamila Krueger e Delma Garcia   

          AGNOT3M – INTERPRESS: 03.11.25 – KK/DG. Após noventa dias de intensa leitura e debates entre alunos, professores e comunidade, com o envolvimento das respectivas entidades dirigentes de cada comunidade, a UNIPOP BRASIL – Universidade Popular, dirigida pelo professor Acilino Ribeiro, e trabalhando exclusivamente com o método paulofreiriano e um conteúdo didático bastante acessível e de fácil entendimento dos alunos e com aulas práticas, presenciais e on-line, realizou neste último final de semana solenidade de entrega dos certificados das três turmas dos cursos profissionalizantes de Empreendedorismo Social e Economia Criativa, de Agente Cultural e Produtor Artístico e de Agroecologia e Agricultura Familiar.

                 

          Os respectivos cursos tiveram cada um a duração de quarenta (40) horas aulas, estágios prático e abertura e oficinas na sede da UNIPOP e nas respectivas comunidades locais, onde os alunos também receberam um kit com material didático, uniforme, alimentação e transporte dentro da logística fornecida. Cada turma teve seu professor, monitor e assistente de base escolhido pela própria comunidade e entidades e organizações sociais envolvidas no processo.

        

          O curso de Empreendedorismo Social e Economia Criativa foi realizado nos meses de agosto e setembro além da sede da UNIPOP, no Assentamento Deus é Nossa Força entre Brazilândia e o Lago Oeste sob orientação da Associação de Moradores e teve a professora Geralda Rezende a frente do curso. Enquanto o de Agente Cultural e Produtor Artístico foi ministrado pelo ator, artista cultural, professor e mestrando em Artes, Adriano Mesquita entre agosto e setembro e também teve suas aulas na UNIPOP e na comunidade na Casa do Hip Hop em Brazilândia.  O curso de Agroecologia e Agricultura Familiar se realizou no Sol Nascente onde as aulas práticas foram muito elogiadas e  em parceria com o MTST e o Projeto Cozinha Solidária do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto entre os meses de setembro e outubro sob coordenação do professor Joshep Plans.

                    

           Desde o planejamento, execução e avaliação dos cursos realizados em reuniões na UNIPOP, nas comunidades e em contato direto com as organizações populares locais o projeto Educação Empreendedora Popular se desenvolveu com a mais ampla participação social e total apoio da equipe dirigente da UNIPOP BRASIL.

           O reitor Acilino Ribeiro, considerado hoje um dos cem (100) melhores educadores populares do mundo e um dos dez (10) melhores do Brasil, escolhido no Fórum Social Mundial do Nepal de 2024 fortaleceu métodos e conteúdos revolucionários na educação popular quando implantou a Universidade Popular e tem aplicado na UNIPOP modelos que hoje se destacam na área de formação política e educação popular no Brasil e na América Latina.

             O projeto Educação Empreendedora Popular é um convênio assinado em Termo de Fomento entre a UNIPOP e o MDS, Ministério do Desenvolvimento Social através de uma Emenda Parlamentar da Senadora Leila Barros que tem sido uma incentivadora da Educação Popular e apoiadora dos projetos educacionais da UNIPOP.

AGNOT3M – INTERPRESS: 03.11.25 – KK/DG.










 Reitor da Universidade Popular anuncia acordo de cooperação internacional com Universidade de Gaza para ajudar palestinos a reconstruí-la.

Por VALENTINA KALIL

           INTERPRESS / AGNOT3M / VK / 01.11.25: Após a realização de vários atos de apoio com shows culturais com artistas em todo o Brasil nestes último mêso qual a UNIPOP é uma das incentivadoras, o  Reitor da Universidade Popular – UNIPOP BRASIL, advogado, professor e ex-guerrilheiro Acilino Ribeiro, anunciou que assinará um Acordo de Cooperação Cultural entre a UNIPOP BRASIL, Universidade Popular e a Universidade de Gaza, destruída nos bombardeios por Israel durante a guerra que exterminou mais de cem mil palestinos e promoveu um genocídio sem precedente na história da humanidade pós segunda guerra mundial.

          Acilino Ribeiro anunciou que a assinatura se dará tão logo seja possível ele ir a Gaza e poder fazê-lo e que já existem articulações políticas internacionais nesse sentido, inclusive anunciou que se for preciso tentará furar o bloqueio perpetrado por Israel. Afirmou ainda que conversou meses atrás com o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Al Zebem e que expôs o plano de ajuda através da UNIPOP. Disse que o embaixador  gostou da ideia, agradeceu pela iniciativa e prometeu ajudar nas tratativas. Outrossim Acilino negou que tenha feito contato com o Hamas para consolidar a iniciativa, uma vez que já foi acusado pela Revista IstoÉ de ter ligações com o grupo de resistência palestina anos atrás quando em 2014 foi advogado dos refugiados palestinos da Faixa de Gaza que vieram para o Brasil dentre outras atividades as quais ele esteve presente dentre outras acusações que a extrema direita lhe faz como a de ter sido treinado militarmente pelos palestinos quando se tornou um guerrilheiro contra a ditadura militar no Brasil nos anos de chumbo, por isso a gratidão dele com a causa.

          Acilino Ribeiro informou que este é o primeiro acordo de cooperação internacional da UNIPOP BRASIL, e que mesmo tendo outros em vista com outras universidades as quais ele vai procurar e tentar articular, como com as universidades de Moscou, Pequim, Havana, Hanói, Teerã, Pyongyang, Caracas e Manágua, ele fez questão de decidir por assinar primeiro com a Universidade de Gaza dado o sentido simbólico que isso representa e demonstrar o apoio e a solidariedade dos professores e alunos da Universidade Popular para com o povo palestino e em especial de Gaza.

          Segundo o Reitor, o Plano de Cooperação foi elaborado por professores e estudantes da UNIPOP BRASIL e dentre outras iniciativas como: enviar um corpo de voluntários composto por profissionais das áreas de saúde, como médicos, enfermeiras, dentistas, farmacêuticos e outros profissionais como engenheiros, arquitetos, advogados, economistas, pedagogos e vários professores além de estudantes universitários destas diversas áreas citadas e também dos cursos de Sociologia, Relações Internacionais, Comunicação e quem deseje ajudar, como também de pessoas da área de cultura como artistas, músicos e todo e qualquer profissional que queira contribuir na reconstrução de Gaza e da Universidade palestina, destruída pelos bombardeios. Segundo ele “Israel destruiu o prédio da universidade, mas não seu espirito revolucionário e humanitário, acadêmico e cultural. Esta universidade ressuscitará das cinzas com mais força e sua própria história”.

             Acilino disse ainda que trabalhará pela formação de Brigadas Internacionalistas Acadêmicas, humanitária e cultural, e que buscará apoio junto a ONGs e OSCs, embaixadas, sindicatos e principalmente universidades brasileiras dispostas a ajudarem a deter o genocídio praticado pelo que chamou de “governo terrorista e genocida de Israel” e que não considera esse ato apenas um gesto simbólico, apesar do gesto de seus professores e alunos, mas efetivamente “um ato denúncia e de rebeldia contra uma situação em que o mundo precisa acordar diante de tanta atrocidade e desumanidade”. Afirmou.

Perfil biográficos de Acilino Ribeiro na luta ao lado dos palestinos.

PERFIL: Acilino Ribeiro é um internacionalista e combatente líder revolucionário da Geração 68 que lutou contra a ditadura militar no Brasil nas décadas de 1960 (militante do PCB) e a década de 1970, (guerrilheiro do MR8) durante os anos de chumbo. Nas várias saídas que fez do Brasil para escapar do Regime Militar estudou em Moscou, treinou na Líbia e atuou em vários outros países contra o imperialismo norte-americano. Conheceu Miguel Arraes em Argel no final dos anos 70, quando estava exilado, ingressou na FPLP – Frente Popular de Libertação da Palestina em 1978, quando já era segurança de Khadafy, e assim um antigo militante da causa palestina a quase 50 anos. E neste quase meio século de luta ao lado dos palestinos esteve com Yasser Arafat em várias ocasiões mas destaca duas delas, que foi a primeira nas comemorações dos vinte (20) anos de criação da OLP – Organização de Libertação da Palestina em maio de 1984 em Trípoli, na Líbia onde discursou ao lado de Khadafy e Arafat juntos. E posteriormente Acilino esteve próximo a Arafat como membro de sua segurança pessoal a pedido do Coronel Muammar Khadafy de quem era amigo pessoal na inauguração do Complexo do Rio Artificial em Bengazy em 1988 que o líder líbio construiu no país. 

                 Acilino também foi comandante militar de um Regimento guerrilheiro internacionalista no Deserto do Sahara, localizado na Faixa de Aouzou na guerra da Líbia com o Chade entre 1982 / 1987 onde a maioria dos guerrilheiros que lutavam ao lado dos líbios eram de uma brigada internacionalista e a outra metade de palestinos. Por sua luta internacionalista tornou-se o lendário Comandante Mercúrio, o famoso missionário de Khadafy que cumpriu várias missões mundo afora sob seu comando na luta contra o imperialismo, o sionismo e contra o terrorismo.

               Após a anistia retornou ao PCB, com seu comandante militar e assistente político, ex-guerilheiro e ex-deputado Ricardo Zarattini que foi seu comandante. Foi eleito vereador de Teresina em 1982. Foi Secretário de Estado no Piauí e no DF, advogado de movimentos sociais, de sindicato de trabalhadores rurais  no nordeste brasileiro (Piauí, Maranão e Ceará) e professor universitário no DF. 

                   Após a guerra que se iniciou em 07 de outubro de 2023 onde teve início o genocídio contra o povo palestino em Gaza ele fundou o Comitê Brasileiro de Articulação Nacional em Solidariedade ao Povo Palestino. Hoje é dirigente nacional do PSB, Partido Socialista Brasileiro e Reitor da Universidade Popular – UNIPOP BRASIL que exerce o papel de uma Internacional Acadêmica e Cultural mobilizando professores, estudantes e intelectuais  em todo o mundo no apoio a causas populares e humanitárias, em defesa dos direitos humanos, do meio ambiente e da paz mundial. 

                Extrovertido e bem-humorado finalizou essa entrevista dizendo que tem a vitalidade revolucionária de um jovem de 27 anos e que mesmo com 72 anos de idade só começará a escrever suas memórias, porque ainda tem muita luta pela frente, após comemorar seu centenário. Concluiu.  INTERPRESS / AGNOT3M / VK:

 



Fazendo treinamento no Oriente Médio, treinando guerrilheiros na América Latina 
e atuando contra o imperialismo em diversas partes do mundo.

          

              Em ação em diversos países do mundo 
      

          


 

Com Luis Carlos Prestes em Moscou durante o exilio.


                     
Na embaixada da Venezuela em Brasilia quando do conflito com 
os bolsonaristas que invadiram a embaixada e foram expulsos após 
luta coorporal com os mesmos em 13 de novembro de 2019.

INTERPRESS / AGNOT3M / VK.
Por VALENTINA KALIL

 

Reitor da Universidade Popular anuncia acordo de cooperação internacional com Universidade de Gaza para ajudar palestinos a reconstruí-la.

Por VALENTINA KALIL

           INTERPRESS / AGNOT3M / VK / 01.11.25: Após a realização de vários atos de apoio com shows culturais com artistas em todo o Brasil nestes último mês, o qual a UNIPOP é uma das incentivadoras, o  Reitor da Universidade Popular – UNIPOP BRASIL, advogado, professor e ex-guerrilheiro Acilino Ribeiro, anunciou que assinará um Acordo de Cooperação Cultural entre a UNIPOP BRASIL, Universidade Popular e a Universidade de Gaza, destruída nos bombardeios por Israel durante a guerra que exterminou mais de cem mil palestinos e promoveu um genocídio sem precedente na história da humanidade pós segunda guerra mundial.

          Acilino Ribeiro anunciou que a assinatura se dará tão logo seja possível ele ir a Gaza e poder fazê-lo e que já existem articulações políticas internacionais nesse sentido, inclusive anunciou que se for preciso tentará furar o bloqueio perpetrado por Israel. Afirmou ainda que conversou meses atrás com o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Al Zebem e que expôs o plano de ajuda através da UNIPOP. Disse que o embaixador  gostou da ideia, agradeceu pela iniciativa e prometeu ajudar nas tratativas. Outrossim Acilino negou que tenha feito contato com o Hamas para consolidar a iniciativa, uma vez que já foi acusado pela Revista IstoÉ de ter ligações com o grupo de resistência palestina anos atrás quando em 2014 foi advogado dos refugiados palestinos da Faixa de Gaza que vieram para o Brasil dentre outras atividades as quais ele esteve presente dentre outras acusações que a extrema direita lhe faz como a de ter sido treinado militarmente pelos palestinos quando se tornou um guerrilheiro contra a ditadura militar no Brasil nos anos de chumbo, por isso a gratidão dele com a causa.

          Acilino Ribeiro informou que este é o primeiro acordo de cooperação internacional da UNIPOP BRASIL, e que mesmo tendo outros em vista com outras universidades as quais ele vai procurar e tentar articular, como com as universidades de Moscou, Pequim, Havana, Hanói, Teerã, Pyongyang, Caracas e Manágua, ele fez questão de decidir por assinar primeiro com a Universidade de Gaza dado o sentido simbólico que isso representa e demonstrar o apoio e a solidariedade dos professores e alunos da Universidade Popular para com o povo palestino e em especial de Gaza.

          Segundo o Reitor, o Plano de Cooperação foi elaborado por professores e estudantes da UNIPOP BRASIL e dentre outras iniciativas como: enviar um corpo de voluntários composto por profissionais das áreas de saúde, como médicos, enfermeiras, dentistas, farmacêuticos e outros profissionais como engenheiros, arquitetos, advogados, economistas, pedagogos e vários professores além de estudantes universitários destas diversas áreas citadas e também dos cursos de Sociologia, Relações Internacionais, Comunicação e quem deseje ajudar, como também de pessoas da área de cultura como artistas, músicos e todo e qualquer profissional que queira contribuir na reconstrução de Gaza e da Universidade palestina, destruída pelos bombardeios. Segundo ele “Israel destruiu o prédio da universidade, mas não seu espirito revolucionário e humanitário, acadêmico e cultural. Esta universidade ressuscitará das cinzas com mais força e sua própria história”.

             Acilino disse ainda que trabalhará pela formação de Brigadas Internacionalistas Acadêmicas, humanitária e cultural, e que buscará apoio junto a ONGs e OSCs, embaixadas, sindicatos e principalmente universidades brasileiras dispostas a ajudarem a deter o genocídio praticado pelo que chamou de “governo terrorista e genocida de Israel” e que não considera esse ato apenas um gesto simbólico, apesar do gesto de seus professores e alunos, mas efetivamente “um ato denúncia e de rebeldia contra uma situação em que o mundo precisa acordar diante de tanta atrocidade e desumanidade”. Afirmou.

Perfil biográficos de Acilino Ribeiro na luta ao lado dos palestinos.

PERFIL: Acilino Ribeiro é um internacionalista e combatente líder revolucionário da Geração 68 que lutou contra a ditadura militar no Brasil nas décadas de 1960 (militante do PCB) e a década de 1970, (guerrilheiro do MR8) durante os anos de chumbo. Nas várias saídas que fez do Brasil para escapar do Regime Militar estudou em Moscou, treinou na Líbia e atuou em vários outros países contra o imperialismo norte-americano. Conheceu Miguel Arraes em Argel no final dos anos 70, quando estava exilado, ingressou na FPLP – Frente Popular de Libertação da Palestina em 1978, quando já era segurança de Khadafy, e assim um antigo militante da causa palestina a quase 50 anos. E neste quase meio século de luta ao lado dos palestinos esteve com Yasser Arafat em várias ocasiões mas destaca duas delas, que foi a primeira nas comemorações dos vinte (20) anos de criação da OLP – Organização de Libertação da Palestina em maio de 1984 em Trípoli, na Líbia onde discursou ao lado de Khadafy e Arafat juntos. E posteriormente Acilino esteve próximo a Arafat como membro de sua segurança pessoal a pedido do Coronel Muammar Khadafy de quem era amigo pessoal na inauguração do Complexo do Rio Artificial em Bengazy em 1988 que o líder líbio construiu no país. 

                 Acilino também foi comandante militar de um Regimento guerrilheiro internacionalista no Deserto do Sahara, localizado na Faixa de Aouzou na guerra da Líbia com o Chade entre 1982 / 1987 onde a maioria dos guerrilheiros que lutavam ao lado dos líbios eram de uma brigada internacionalista e a outra metade de palestinos. Por sua luta internacionalista tornou-se o lendário Comandante Mercúrio, o famoso missionário de Khadafy que cumpriu várias missões mundo afora sob seu comando na luta contra o imperialismo, o sionismo e contra o terrorismo.

               Após a anistia retornou ao PCB, com seu comandante militar e assistente político, ex-guerilheiro e ex-deputado Ricardo Zarattini que foi seu comandante. Foi eleito vereador de Teresina em 1982. Foi Secretário de Estado no Piauí e no DF, advogado de movimentos sociais, de sindicato de trabalhadores rurais  no nordeste brasileiro (Piauí, Maranão e Ceará) e professor universitário no DF. 

                   Após a guerra que se iniciou em 07 de outubro de 2023 onde teve início o genocídio contra o povo palestino em Gaza ele fundou o Comitê Brasileiro de Articulação Nacional em Solidariedade ao Povo Palestino. Hoje é dirigente nacional do PSB, Partido Socialista Brasileiro e Reitor da Universidade Popular – UNIPOP BRASIL que exerce o papel de uma Internacional Acadêmica e Cultural mobilizando professores, estudantes e intelectuais  em todo o mundo no apoio a causas populares e humanitárias, em defesa dos direitos humanos, do meio ambiente e da paz mundial. 

                Extrovertido e bem-humorado finalizou essa entrevista dizendo que tem a vitalidade revolucionária de um jovem de 27 anos e que mesmo com 72 anos de idade só começará a escrever suas memórias, porque ainda tem muita luta pela frente, após comemorar seu centenário. Concluiu.  INTERPRESS / AGNOT3M / VK:

 



Fazendo treinamento no Oriente Médio, treinando guerrilheiros na América Latina 
e atuando contra o imperialismo em diversas partes do mundo.

          

              Em ação em diversos países do mundo 
      

          


 

Com Luis Carlos Prestes em Moscou durante o exilio.


                     
Na embaixada da Venezuela em Brasilia quando do conflito com 
os bolsonaristas que invadiram a embaixada e foram expulsos após 
luta coorporal com os mesmos em 13 de novembro de 2019.

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Por VALENTINA KALIL